Uma confusão entre a Unidade de Pronto Atendimento da Região Norte e a policlínica Francisca Romana Chaves, em Palmas fez a pequena Helena Wibnikes, de apenas três anos, ficar aguardando por cerca de três horas por um antídoto após se picada por um escorpião. A mãe da menina, a analista de sistemas Valéria Carvalho, conta que ao perceber o acidente a família foi direto para a UPA.

“A atendente nos disse que lá não tinha soro e que fossemos até a policlínica da 303 Norte que seríamos atendidas”, explica. Todos foram então para a unidade, que é a referência para acidentes com animais peçonhentos na região norte de Palmas. A criança recebeu remédios para dor e um antialérgico, mas o soro que cortaria os efeitos do veneno também não estava disponível.

“Para nossa surpresa, novamente, nos falaram é que na UPA Norte que seria atendida e que deveria voltar via ambulância porque não daria entrada de forma particular lá”. Com isso, a criança foi levada pelo Samu de volta a primeira unidade de saúde.

Ao voltar até a UPA Norte a pequena Helena ainda teve que aguardar mais algum tempo, porque não havia o medicamente no local. O soro só foi encontrado na Unidade de Pronto Atendimento da Região Sul, no outro extremo da cidade, onde foi buscado para que o atendimento fosse realizado.

O Tocantins registrou 1.085 acidentes com escorpiões só entre janeiro e agosto de 2020. Este é o tipo de incidente com animal peçonhento mais comum em todo o estado. O socorro pode ser feito pelo Samu ou pelo Corpo de Bombeiros.

Após todo o transtorno, Helena conseguiu o atendimento e felizmente teve uma reação leve ao veneno. Ela é quem faz o alerta. “Tomem cuidado, porque a picada do escorpião dói muito! Tomem cuidado!”

Sobre o caso, a prefeitura de Palmas disse que o problema ocorreu porque a geladeira da policlínica teve um problema técnico e que por isso não tinha o medicamento. Segundo a prefeitura, o problema foi resolvido.

As informações são do  G1 Tocantins.