O roubo de cilindros oxigênio se tornou um dos focos de grupos criminosos no México enquanto o país da América do Norte relatava o seu maior número de mortes diárias desde o início da pandemia do coronavírus, com 1.584 óbitos confirmados na terça-feira (19/1). Houve também um aumento quase recorde em um dia de novos casos de vírus: 18.894.

O Instituto Mexicano de Previdência Social informou que um homem armado invadiu um hospital do governo no estado de Sonora ao meio-dia de terça-feira e roubou sete cilindros de oxigênio.

O instituto disse que o homem apontou uma arma para um funcionário do hospital, exigiu saber onde o oxigênio estava guardado e levou quatro cilindros vazios e três cheios. Autoridades da cidade de Navajoa procuram o homem e outro suspeito que fugiram em um carro transportando os vasilhames, contou a Fox5.

Também na terça-feira, a polícia da cidade de Tultepec, ao norte da Cidade do México, perseguiu um pequeno caminhão de carga que transportava 44 tanques de oxigênio. O veículo havia sido roubado. Dois suspeitos foram detidos no local. O material foi recuperado.

Os roubos acontecem em meio ao lançamento de uma campanha do governo pedindo às pessoas que devolvam os cilindros de oxigênio alugados dos quais não precisam mais. A enorme demanda provocada pela pandemia de Covid-19 criou uma escassez dos cilindros, o que torna o produto mais “atraente” para criminosos.

A agência de defesa do consumidor do México lançou uma campanha online com o slogan “Devolva seu tanque, pelo amor à vida”.

Vacinas roubadas

Os cilindros não são os únicos alvos. O Ministério da Defesa afirmou que quatro ampolas da vacina da Pfizer foram furtadas de um hospital em Cuernavaca, ao sul da Cidade do México. A investigação ainda não chegou ao responsável.

“Esse furto foi realizado por causa da desonestidade e da ganância de algum membro da equipe de vacinação do hospital”, disse o ministério em comunicado.