Um homem cristão foi condenado à morte pela Justiça do Paquistão na terça-feira (8). Ele foi declarado culpado de transmitir mensagens de texto com “conteúdo blasfemo”, segundo seu advogado que negou todas as acusações apresentadas.

Asif Pervaiz, que está preso há sete anos, teria relatado que seu chefe tentou convertê-lo ao islamismo, explicou o defensor Saif ul Malook à agência France Presse. Malook foi responsável pela liberdade de Asia Bibi, cristã que passou nove anos em uma solitária, também acusada por blasfêmia.

Malook disse que vai apelar da decisão em uma instância superior, mas isso pode levar anos uma vez que o país tem um sistema judicial totalmente saturado. A blasfêmia é um assunto muito sensível no Paquistão, onde acusações sem provas de ofensas ao islã acabam em assassinatos e linchamentos.

Segundo a comissão internacional norte-americana para a liberdade religiosa, cerca de 80 pessoas estão presas por blasfêmia no Paquistão, a metade já condenada à prisão perpétua ou à pena de morte. Até o momento nenhum condenado por blasfêmia teve a pena executada.