O Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) recomendou à Secretaria Estadual da Saúde que promova o planejamento para a realização de cirurgias de hipospádia (má formação congênita que leva ao desenvolvimento incompleto da uretra). O problema deve ser corrigido para se evitar problemas clínicos e, ainda, para a qualidade de vida do paciente.

Conforme a prática da medicina urológica apresentada na Recomendação, o melhor momento para a cirurgia de hipospádia é entre oito a 12 meses de vida em bebê saudável. A cirurgia consiste em corrigir a uretra para que sua abertura, que é por onde a urina sai do corpo, seja no lugar correto e não em outras partes da genitália.

Atualmente, 39 pacientes aguardam a cirurgia, alguns há mais tempo do que o indicado. Por isso o Nusa Recomendou à gestão da saúde estadual o planejamento desses procedimentos cirúrgicos para que os pacientes possam ser atendidos.

Conforme o Núcleo, a demora na realização das cirurgias pode levar ao sofrimento físico e também psicológico do paciente, já que além do aspecto do pênis ser um pouco diferente, há dificuldade para se urinar, entre outros problemas que podem refletir na vida sexual.

A Recomendação é assinada pelo coordenador do Nusa, defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, que também solicita que as crianças sejam atendidas em horários agendados de modo que não fiquem expostas a riscos relacionados ao novo coronavírus.

O Nusa detectou, ainda, que diante da insuficiência de profissionais para atender às demandas, a última cirurgia de hipospádia na rede pública estadual de saúde foi realizada em julho de 2019. Por este motivo, o Núcleo demandou, também, que haja o aumento da equipe médica, considerando que apenas um cirurgião pediátrico está atuando.