A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 64 milhões de pessoas em todo planeta com alguma forma de deficiência visual ocasionada pelo glaucoma. Deste número, 6,9 milhões de indivíduos sofrem com dificuldade de visão moderada, grave ou total (cegueira), consequências das manifestações mais graves do problema.

Na projeção da OMS para 2040, serão mais de 111 milhões de pessoas acometidas pelo glaucoma. O número de exames para detecção precoce de glaucoma caiu 30% devido à diminuição da quantidade de pacientes que vão às unidades de saúde, desde que a pandemia teve início. A situação é preocupante, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma vez que essa é principal causa de cegueira evitável.

 O alerta ocorre no mês em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, 26 de maio. Segundo a médica oftalmologista, Susan Yano um dos grandes desafios no diagnóstico é que nem sempre os sintomas aparecem.

 “O glaucoma pode ser motivo de perda visual irreversível porque, quando a pressão intraocular aumenta, o nervo óptico é lesionado, levando à diminuição do campo visual. É como se o cabo de transmissão de informações de uma câmera para o computador fosse danificado (função do nervo ótico)”, explica a oftalmologista Susan Yano que também é especialista em glaucoma.

 Há alguns fatores de risco que predispõem o glaucoma como idade avançada (essencialmente a partir dos 40 anos), hipertensão ocular, miopia elevada (acima dos 6 graus), hereditariedade, raça (é mais frequente entre negros e asiáticos). De acordo com a CBO, os pacientes que estão em algum desses grupos precisam tomar cuidado e fazer a investigação ainda mais a fundo.

 * Release com informações do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).