O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de 55 anos, foi internado para realizar exames por seguir apresentado sintomas relativos ao coronavírus.

Mesmo com a internação, Johnson segue no comando do governo e mantém contato com integrantes do seu gabinete.

O governo britânico informou que a internação de Johnson é apenas uma medida de precaução com base numa orientação do médico do primeiro-ministro.

“Este é um passo de precaução, como o primeiro-ministro continua a ter sintomas persistentes de coronavírus 10 dias depois de testar positivo para o vírus”, disse Downing Street.

O primeiro-ministro revelou que estava infectado em 27 de março. Ele foi isolado em um apartamento em Downing Street, sede do governo britânico. Na sexta-feira, ele afirmou que permanecia em isolamento por ainda apresentar temperatura elevada.

Mudança de estratégia

Com o aumento de casos e número de mortos, o país mudou a sua estratégia de combate ao vírus. Em 23 de março, Johnson fez um pronunciamento à nação no qual anunciou que os britânicos só podem se deslocar para ir ao trabalho, caso não possam realizá-lo remotamente, e para comprar itens essenciais ou para atender necessidades médicas próprias ou de pessoas vulneráveis.

Inicialmente, o Reino Unido adotou a estratégia de mitigação da pandemia e de “imunização de rebanho”, ou infecção de grande parte da população, que, na teoria, desenvolveria imunidade coletiva com o objetivo de proteger todos os cidadãos.

Mas isso mudou: um modelo matemático apresentado pelo Imperial College de Londres deu um panorama extremamente sombrio de como a doença iria se propagar pelo país, como iria impactar o sistema público de saúde (o SUS do Reino Unido, chamado de NHS) e quantas pessoas iriam morrer.

Por isso, o país adotou as medidas de distanciamento social e isolamento obrigatório em vigor.