O governador de São Paulo João Doria (PSDB) adiou novamente o fim da fase de transição do Plano SP. No anúncio o governo afirmou que as medidas ficarão em vigor até o dia 15 de julho. O prazo anterior era 30 de junho.

A decisão de uma nova prorrogação foi tomada por causa de uma piora da pandemia de covid-19 no Estado. “Devido aos índices elevados de casos, internações e óbitos em São Paulo, o governo vai seguir, mais uma vez, a recomendação do Centro de Contingência e prorrogar a fase de transição até 15 de julho“, disse Doria.

De acordo com os dados do Estado, até a  4ª feira (23.jun), São Paulo já registrou mais de 3.630.251 milhões de casos de covid-19. As mortes pela doença somam 123.825. Os casos apresentaram um aumento de 31% na última semana. As mortes cresceram 10,2%.

São 10.597 pessoas internadas em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) no Estado, que estão 78,9% ocupados. As internações caíram 11,5%.

O período transitório está em vigor desde 18 de abril. Originalmente, deveria terminar em 30 de abril, mas o governo fez sucessivas prorrogações. O toque de recolher continua em vigor, das 21h às 5h.

O governo paulista também informou que o Instituto Butantan vai receber no sábado (26.jun) um novo lote de IFA (insumo farmacêutico ativo) para a produção de mais 10 milhões de doses da CoronaVac. Os 6 mil litros de insumos já tiveram o envio autorizado pela China.

Doria afirmou que o Butantan conseguirá cumprir seu 2º contrato com o Ministério da Saúde para o fornecimento do imunizante contra a covid-19. “Está confirmado que até o dia 30 de setembro teremos as 100 milhões de doses da vacina do Butantan entregues ao Ministério da Saúde”, disse.

Se o Butantan receber os lotes de IFA que espera para julho e agosto, segundo Dimas Covas, presidente do instituto, as entregas podem ser antecipadas para agosto. Mas a possibilidade depende do envio dos insumos por parte da China.

O governador também falou sobre a paralisação da campanha de vacinação na capital paulista na 3ª feira (22.jun). Segundo ele, a falta de doses foi por um atraso das entregas do Ministério da Saúde de vacinas da Janssen e da Pfizer.

A campanha foi retomada na 4ª feira (23.jun). Mas, ainda na 3ª feira, o Estado e a prefeitura de São Paulo discutiam o motivo para a suspensão e consequente atraso no calendário de vacinação da capital.

Na coletiva de hoje, o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) estava ao lado de Doria. O governador afirmou que as relações do Estado com a prefeitura, assim como as pessoais, são “fluídas, integradas, harmoniosas“. Nunes também afirmou que as relações são as melhores possíveis.

VACINAÇÃO EM SÃO PAULO

Até as 13h56 desta 4ª feira (23.jun), o Estado de São Paulo vacinou 16.640.469 pessoas com a 1ª dose da vacina contra a covid-19. Destas, 6.041.981 pessoas receberam também a 2ª dose da vacina. Isso significa que 13% das pessoas já receberam as duas doses da vacina.

O governo espera que todos os adultos do Estado tenham tomado a 1ª dose até 15 de setembro.