O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha pediu ao STF (Supremo Tribunal de Justiça) para ter acesso ao acervo da Operação Spoofing, que investigou as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara refez o pedido após o ministro Ricardo Lewandowski autorizar Renan Calheiros a acessar o material.

Segundo a revista Crusoé, a defesa do ex-deputado argumenta que a “justificativa para o acesso às mensagens é comum aos três requerentes (Lula, Renan e Cunha), não havendo motivos para o tratamento diferenciado”.

Os advogados também apontaram que relatórios enviados ao STF pelo petista indicam “fatos de interesse comum”, como a “patente quebra da imparcialidade judicial do ex-juiz Sergio Moro”.

Em 25 de janeiro, Ricardo Lewandowski concedeu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o acesso a parte do conteúdo apreendido. Dias depois, em 1º de fevereiro, o magistrado derrubou o sigilo desses trechos.

No dia 23 de abril, o ministro também autorizou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ter acesso às mensagens atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro e a procuradores da operação Lava Jato que fazem referências a ele.