Sete novos inquéritos para investigar atos do governador Marcelo Miranda foram autorizados por meio de uma decisão monocrática do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques nesta quinta-feira, 12.

Os processos que tramitavam na casa desde 2015 investigam o governador, sua família e servidores públicos suspeitos de cometer crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de dinheiro público.

A denúncia, cujo teor ainda não é conhecido, foi oferecida pelo Ministério Público Federal, que apresentou um requerimento para instauração dos inquéritos. As acusações estão ligadas a Operação Reis do Gado, deflagrada pela Polícia Federal em novembro do ano passado, que investiga fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Neste investigação, a PF apurou que os crimes ocorreram entre os anos de 2005 e 2012 e pelo menos, R$200 milhões foram lavados.

Além de Marcelo, o Ministério Público ofereceu denúncia contra seu pai, José Edmar Brito Miranda; José Edmar Brito Miranda Junior (irmão); além de Luiz Pereira Martins, Alexandre Fleury Jardim, Rossine Aires Guimarães, Antônio Lucena Barros e Alaor Jual Dias.

Os procedimentos investigam também contratos com o grupo FECI, WTE Engenharia, MVL Construções. Campbell deu prazo de 15 para manifestação da defesa de Marcelo.

Crimes investigados:

Corrupção e lavagem de dinheiro durante contratos firmados com empresas de aeronaves;
Lavagem de dinheiro envolvendo empreteiras;
Lavagem de ativos em contratos e doações eleitorais ilegais;
Possível fraude em licitação;
Uma viagem oficial feita pelo secretário, na época, Brito Miranda, pai de Marcelo, pela Europa com a família;
Lavagem de dinheiro durante a compra de veículos (um jeep Renegade) e fazendas no Tocantins. (Com informações Portal Stylo)