O Governo do Estado informou que vítimas de acidentes de trânsito estão deixando o Hospital Geral de Palmas (HGP), maior unidade pública do estado, superlotado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) 68,49% dos pacientes da ala ortopédica, que estão hospitalizados atualmente, se acidentaram.

O número chama atenção porque a quantidade de vítimas cresce mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. A Secretaria alerta para a necessidade de prudência no trânsito já que muitas vítimas de acidentes acabam ocupando leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O HGP é referência em ortopedia e traumatologia no estado e recebe pacientes de várias cidades ao mesmo tempo em que interna pessoas com outras doenças, inclusive com o novo coronavírus.

Segundo a SES, a maior parte das vítimas de acidente sofreu queda ou colisão com motocicleta. Alguns deles chegam com ferimentos graves, como fraturas expostas.

“Devido à gravidade, um percentual desses pacientes necessita de internação em UCI (Unidade de Cuidado Intensivo), o que é ruim nesta época de pandemia. Isso tudo prolonga o tempo de internação, devido aos cuidados com este paciente grave, pelo menos até que ele tenha condições de realizar os procedimentos definitivos e receber alta”, explicou o médico ortopedista Simon Rezende.

O Estado informou que, além de deixar a unidade superlotada, os gastos aumentam. As despesas com um paciente com várias fraturas ficam em torno de R$ R$ 1,2 mil por dia de internação normal. Já na média e alta complexidades, como Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o gasto por paciente chega a aproximadamente R$ 3 mil por dia.

“Além de superlotar a unidade hospitalar – que utiliza leitos de internação e de UTI, principalmente neste momento de pandemia, necessita passar por procedimentos de alta complexidade e demora a retornar ao trabalho e ao aconchego do seu lar”, afirmou o diretor-geral do HGP, Leonardo Toledo.

As informações são do  G1 Tocantins.