Em 24 de janeiro de 2020, o empresário Elivisley Costa de Lima foi assassinado no estacionamento da avenida Palmas Brasil, na capital. Passados mais de um ano, a família divulgou um áudio enviado pela vítima a amigos pouco antes de ser assassinado.

“Tudo tem a hora certa. Eles têm um ditado que ‘Deus tarda, mas não falta’. Não! Deus não tarda, Deus chega na hora certa. Fique com Deus porque eu já estou com Ele”.

O áudio foi enviado na manhã em que o empresário foi baleado. Mesmo com o passar do tempo, o sentimento da viúva Vanusa Rodrigues continua sendo de dor, saudade e anseio por justiça.

“Muito grande porque ele era um homem muito intenso e além disso, essa intensidade, tanto de trabalho, de amor, de carinho, era o protetor”, lamentou.

Vanusa, que viveu com o marido por mais de 20 anos, aproveita as fotos e as boas lembranças para aliviar um pouco da saudade. Ela ainda tem dificuldades de falar do crime, registrado na manhã de 24 de janeiro de 2020.

Um homem, identificado pela polícia como Gilberto de Carvalho Limoeiro Parente Júnior, atirou contra Elvisley, que estava dentro do carro, estacionado às margens da avenida Palmas Brasil. Junto com a vítima, no banco do passageiro, estava Bruno Teixeira da Cunha, apontado como mandante do homicídio.

Na época em que o suspeito de executar o empresário foi preso, em julho do ano passado, o delegado responsável pelas investigações, Guido Camilo, falou sobre o caso. “Essa prisão foi muito difícil porque acreditamos que o alvo contava com uma ampla rede de proteção. Esse crime não ficará impune”.

O homem que teria executado Elvisley continua preso em Goiás. Já Bruno é considerado foragido. Em setembro do ano passado, a Justiça decretou a prisão preventiva dele. A primeira audiência sobre o caso está marcada para a próxima segunda-feira, dia 22 de fevereiro, a partir das 14h30, quando as testemunhas serão ouvidas por videoconferência.

Sobre o possível mandante do crime, a viúva diz que ele era considerado amigo da família, especialmente de Elvisley. Ela lembra que no dia do crime, chegou a mandar um áudio para Bruno.

“Eu entrei no carro e mais do que certa do que eu tinha acabado de ouvir, eu mandei um áudio para o Bruno e falei: ‘Bruno, porque você fez isso? Você mandou matar Elvis, você mandou matar meu marido, cara? A gente sempre te tratou com respeito, com amor, dentro da minha casa, você foi sempre querido. Por que você fez isso? Você tirou meu chão”.

Em outro áudio divulgado, Vanusa diz temer pela própria vida. “Vai me matar também? Você também vai me matar? Eu vou ter que fazer o que? Põe a mão no seu coração, é por conta de dívida?”

Mais de um ano se passou desde que Vanusa gravou esse áudio. Hoje, as incertezas sobre as causas do crime são o maior medo dela. “Justiça porque a vida não está sendo fácil. Eu e minhas filhas estamos passando por momentos muito difíceis, a vida nossa virou de ponta a cabeça”.

A produção da TV Anhanguera não conseguiu contato com a defesa de Bruno e Gilberto.

Por G1 Tocantins.