Ao menos 15,1 milhões de doses de vacinas contra Covid foram jogadas fora nos Estados Unidos desde março deste ano, segundo dados obtidos pela emissora NBC junto ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

As perdas, porém, podem ser ainda maiores, já que não há registro de dados completos de todos os estados e postos de aplicação privados. Um exemplo citado pela emissora é o estado de Michigan, que informou apenas 12 doses desprezadas desde março ao CDC.

O número ainda é uma fração pequena quando comparado às mais de 438 milhões de doses já aplicadas nos EUA até 31 de agosto e às 111,7 milhões distribuídas a outros países até 3 de agosto, mas é considerado alarmante em um momento em que o país enfrenta um aumento nos casos provocados pela variante delta do coronavírus.

De acordo com os dados, os principais responsáveis pelas perdas foram quatro grandes redes de drogarias, que descartaram mais de 1 milhão de doses cada.

Entre os estados, quatro desprezaram mais de 200 mil, liderados justamente pelo Texas, um dos que registra o maior número de casos de Covid no país (mais de 517 mil doses). Em seguida aparecem Carolina do Norte (285 mil), Pensilvânia (244 mil) e Oklahoma (226 mil). O relatório não cita as razões pelas quais os descartes ocorreram.

Uma dose de vacina pode ser descartada por uma série de motivos, desde uma avaria no frasco, como uma rachadura, até um erro na diluição do imunizante, ou a sobra de uma dose quando um frasco é aberto e não há número suficiente de pessoas a serem vacinadas dentro do período adequado.

Após aberto, um frasco de vacina da Moderna precisa ser usado dentro de 12 horas, por exemplo, enquanto os da Pfizer ou da Johnson & Johnson’s (Janssen) têm validade de apenas seis horas.

Outros motivos podem ser um mau funcionamento do freezer onde a vacina está estocada ou um frasco conter menos doses do que deveria.