O senador Flávio Bolsonaro usou sua conta no Twitter para se defender das críticas em relação a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, que suspendeu a investigação referente ao período em que ele era deputado estadual no Rio.

 “Estou sendo agredido injustamente e irei me defender até as últimas consequências. Vou lançar mão do que está na lei para mostrar a todos que sou inocente e não devo nada a ninguém. Não caiam na narrativa mentirosa de uma mídia que só quer derrubar o governo”, escreveu o parlamentar em 1 post que acabou excluído por ele.

Em seguida, Flávio compartilhou 1 vídeo postado em seu canal do Youtube onde afirma que seu sigilo foi quebrado ilegalmente por 1 pedido feito ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) pela secretária do promotor. Ele leu parte da decisão de Gilmar, que determina que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) apure a conduta dos promotores no caso.

No vídeo, o senador disse que não teme as investigações, mas exige que elas sigam as leis do país.“Eu sou a vítima nesse processo todo e vou provar, como já tenho provado, até as últimas consequências. Para mostrar para todo mundo que eu não tenho nada a esconder de ninguém”, afirmou.

No fim, ele diz que não vai “ser estuprado por algumas pessoas que acham que estão acima da lei e não fazer nada”. No Twitter, ele pediu que os seguidores compartilhem o conteúdo.

A decisão de Gilmar determinou que todas as investigações sobre Flávio Bolsonaro fossem suspensas até novembro, quando o STF vai julgar o uso de dados detalhados de órgãos de inteligência sem autorização da Justiça.

O entendimento reforça a decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que barrou o uso de informações detalhadas do antigo Coaf sem autorização prévia.

Nas investigações sobre Flávio Bolsonaro, o Ministério Público do Rio apura se funcionários devolviam parte dos salários ao gabinete, uma prática conhecida como rachadinha. O Coaf identificou movimentações suspeitas nas contas do ex-assessor Fabrício Queiroz: R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.