O governo dos Estados Unidos anunciou  que irá doar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 para os países de renda mais baixa. Serão 92 países contemplados com a doação de vacinas e a União Africana. O Brasil não receberá doses.

“O objetivo da doação de hoje é salvar vidas e acabar com a pandemia e fornecerá a base para ações adicionais a serem anunciadas nos próximos dias.”

A doação de meio bilhão de doses será feita por meio do Covax Facility. O Covax é uma aliança da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o acesso igualitário à vacina, e outros parceiros para a distribuição das vacinas.

Joe Biden irá realizar um pronunciamento sobre a doação, de acordo com o anúncio da Casa Branca. O presidente norte-americano está participando do encontro do G7 -grupo de 7 países mais ricos do mundo. A Casa Branca também afirma que Biden irá pedir que os outros países também atuem para avançar a vacinação no mundo.

Os envios irão começar em agosto deste ano. Até o fim de 2021, a expectativa dos Estados Unidos é ter entregue 200 milhões de doses aos países escolhidos. As outras 300 milhões de doses serão entregues até junho de 2022.

Essas 500 milhões de doses são uma doação além das 80 milhões de doses já anunciadas pelo governo norte-americano. Dessas, cerca de 60 milhões serão da vacina da AstraZeneca e os outros 20 milhões vão incluir lotes da Pfizer, da Moderna e da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson).

As doações devem ser completadas até julho deste ano. A distribuição também será pelo Covax. Em 3 de junho, os Estados Unidos afirmaram que cerca de 19 milhões de doses serão distribuídas entre a América Latina e o Caribe, o Sul e o Sudeste da Ásia e a África. O Brasil deve receber doses com o grupo da América Latina e Caribe, mas não foi informado o quanto será.