O governo dos Estados Unidos confirmou, que vai impor sanções ao general Min Aung Hlaing e mais nove oficiais responsáveis por promover um golpe militar em Mianmar no início do mês (veja quem são na lista abaixo).

General Min Aung Hlaing, comandante em chefe das Forças Armadas

General Soe Win, vice-diretor do Conselho Administrativo do Estado

General Ye Aung, ministro das Fronteiras

General Aung Lin Dwe, membro do Conselho Administrativo do Estado

General Soe Htut, ministro do Interior

General Mya Tun Oo, ministro da Defesa

General Ye Win Oo, membro do Conselho Administrativo do Estado

General Tin Aung San, membro do Conselho Administrativo do Estado

General Myint Swe, presidente interino de Mianmar

General Sein Win, membro do Conselho Administrativo do Estado

O  presidente americano, Joe Biden, disse que a Casa Branca iria identificar os participantes do movimento golpista e impedir que os generais tenham acesso a fundos americanos no valor de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões).

Além disso, os EUA prometeram impôr controles às exportações americanas ao país asiático. Empresas exportadoras de jóias e pedras preciosas entraram na lista do Tesouro americano, e não poderão fazer negócios com o país.

Ao anunciar as sanções, Biden disse que vai pedir aos militares que libertem imediatamente as lideranças políticas presas.

Entre os detidos, está a principal líder do país, Aung San Suu Kyi, presa por militares em 1º de fevereiro. O presidente dos EUA afirmou, ainda, que as Forças Armadas devem devolver o poder ao governo destituído.

Golpe em Mianmar

Em 1º de novembro, militares de Mianmar detiveram o presidente birmanês e outras lideranças políticas eleitas para tomar à força o poder. Após o golpe, a junta militar fechou o acesso à internet e a redes sociais e suspendeu voos no país.

O golpe ocorreu sem atos de violência e poucas horas antes da primeira sessão do Parlamento formado nas eleições de novembro, vencida pelo partido NDL, do presidente Win Myint e de Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz há quase 30 anos e que ainda exerce influência política.

O golpe foi anunciado em uma estação de TV que pertence aos militares. Um apresentador citou a constituição de 2008, que permite aos militares declarar uma emergência nacional. O estado de emergência, disse ele, permanecerá em vigor por um ano.

Rapidamente, os militares assumiram o controle da infraestrutura do país, suspenderam as transmissões de televisão e cancelaram os voos domésticos e internacionais.

O acesso ao telefone e à internet foi suspenso nas principais cidades. O mercado de ações e os bancos comerciais foram fechados. Em Yangon, a maior cidade e antiga capital do país, os residentes correram aos mercados para estocar alimentos e outros suprimentos.

General Min Aung Hlaing

Quem tomou o poder foi o general Min Aung Hlaing, chefe das forças armadas do país. Na teoria, ele deveria ir para a reserva neste ano por completar a idade compulsória para se retirar da ativa.

Mesmo depois do fim do regime militar, em 2011, as forças armadas nunca ficaram sob o controle do governo civil. Nos últimos anos, o exército, controlado pelo general Min Aung Hlaing, empreendeu campanhas contra minorias, como os rohingyas, os shan e os kokang.

O general Min Aung Hlaing foi presidente de dois grupos empresariais e tinha poder para nomear os chefes da polícia e do órgão responsável pelos controles de fronteiras.