Os Estados Unidos recomendaram  que cidadãos americanos não viajem ao Japão, país que vive uma quarta onda do coronavírus a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos em Tóquio.

O Departamento de Estado elevou o nível de alerta sobre o Japão para o nível 4 — o mais alto da escala. O Brasil também está nesse patamar, desde agosto de 2020.

Essa diretriz serve apenas como uma recomendação, e, por enquanto, não há nenhum tipo de pedido ou restrição de viagem para os atletas que vão competir nos Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico dos EUA não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. A tendência é que os competidores cheguem a Tóquio já vacinados contra a Covid-19.

Jogos sob restrições

Semanas atrás, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou uma série de diretrizes para reduzir o contato ao máximo entre os atletas e incentivou a vacinação dos competidores, com acordos para aquisição de doses para os esportistas e delegações. Os atletas brasileiros, inclusive, já estão sendo vacinados.

Tanto o COI como o comitê organizador local negam qualquer possibilidade de cancelamento, embora haja pressão por parte dos japoneses.

No entanto, a imunização segue em ritmo lento. Nem 5% da população japonesa recebeu uma dose da vacina. O país adota os imunizantes da Pfizer, da AstraZeneca e da Moderna. Nesta segunda, o Japão abriu centro de vacinação em massa para acelerar o ritmo até 23 de julho, data da Cerimônia de Abertura.

Os Jogos Olímpicos deveriam ter ocorrido em 2020, mas a pandemia fez os organizadores adiarem o evento em um ano. Como a crise de saúde continuou grave em diversos países, o COI e as autoridades japonesas decidiram proibir a entrada de turistas estrangeiros e iniciou um processo de devolução dos ingressos já adquiridos. A decisão sobre público nas arenas — que ficaria, portanto, restrito a moradores do Japão — só deve sair em junho.