Após dois testes de mísseis hipersônicos em uma semana, o Tesouro americano aplicou sanções a cinco cidadãos da Coreia do Norte.

O órgão americano os acusa de comprar materiais para desenvolver foguetes e armas de destruição em massa.

Mas, o Tesouro afirmou em nota que as sanções estão relacionadas a seis lançamentos de mísseis. Eles aconteceram a partir de setembro de 2021.

Assim, os coreanos violaram diversas determinações do Conselho de Segurança da ONU.

Os cidadãos sancionados teriam adquirido materiais e tecnologia fora da Coreia do Norte de forma ilegal. Eles operariam na China e na Rússia.

Só nos últimos sete dias, países vizinhos da Coreia do Norte registraram ao menos dois lançamentos.

Tratavam-se de planadores hipersônicos, armas estratégicas de última geração que têm potencial para interferir no equilíbrio de poder mundial.

Assim, esses planadores hipersônicos têm capacidade para carregar ogivas nucleares e são mais difíceis de serem detectados e abatidos por sistemas de defesa aérea.

Mas, a Coreia do Norte afirmou que no último teste, ocorrido na terça-feira, 11, o planador percorreu uma distância de 1.000 quilômetros e fez ao menos uma manobra de mudança de direção durante o voo.

Por isso, analistas consideraram que a tecnologia de mísseis hipersônicos do país evoluiu.

Pyongyang já testou três mísseis hipersônicos

Os mísseis balísticos convencionais voam mais rápido que os planadores hipersônicos. Mas, em uma trajetória de parábola que não se altera após o lançamento – por isso são alvos mais fáceis para sistemas de defesa.

Assim, o líder coreano Kim Jong-un supervisionou o último teste. Ele não era visto nesse tipo de evento desde 2020. Esse foi o terceiro teste desse tipo de arma feito por Pyongyang.