Após a Assembleia Legislativa analisar e aprovar em tempo recorde a lei que garante o direito a segurança paga pelo estado aos ex-governadores que permaneceram mais de dois anos no cargo, os três principais beneficiados disseram que não necessitam de segurança particular e abriram mão do benefício.

A norma prevê uma equipe composta por quatro militares para cada ex-gestor pelo período de quatro anos.

O primeiro a se manifestar contrário ao benefício foi o atual prefeito de Paraíso do Tocantins e ex-governador Moisés Avelino. Ele destacou que não precisa da equipe e abriu mão da benesse.

Por meio de nota enviada a imprensa, Marcelo Miranda também anunciou que abriria mão do benefício. “Respeito a decisão dos deputados estaduais, que resultou na aprovação do projeto de lei. No entanto, embora viesse a ser um dos contemplados, abro mão desse benefício”, diz o ex-gestor.

Também foi por meio de nota que o ex-governador Siqueira Campos (DEM) criticou a aprovação do projeto que chamou de descabido e oneroso. “Acho que é descabido, onera o estado. O povo é quem precisa de todos os benefícios do mundo. Agradeço, mas não concordo”, disparou Siqueira.

A Lei, que entrou na Assembleia por iniciativa do Governo do Tocantins, já foi sancionada e o benefício já pode ser usufruído pelos ex-governadores.

Carlos Gaguim, Raimundo Boi e Sandoval Cardoso não foram contemplados pela normativa.