O ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro Hudson Braga disse não ter feito qualquer pagamento ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli para favorecer 2 prefeitos do Estado do Rio de Janeiro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A informação de que o ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro teria efetuado pagamentos ilegais foi realizada em delação premiada do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB). De acordo com o ex-governador, Toffoli recebeu R$ 4 milhões em troca dos favorecimentos.

A defesa de Hudson Braga, feita pelo advogado Roberto Pagliuso, divulgou uma nota à imprensa. Nela, a equipe diz “que jamais chegou sequer ao conhecimento de Hudson Braga o fornecimento de qualquer vantagem para o ministro Dias Toffoli, ou a outra pessoa que o representasse”.

“Cabral tenta se safar de suas responsabilidades alterando suas estratégias, ora negou os fatos, ora adotou manobras processuais e depois de ver a consolidação de suas penas, resolveu, por desespero, criar fatos para viabilizar sua colaboração premiada”, diz a defesa do ex-secretário de Obras.

Em nota divulgada na 4ª feira (12.mai.2021), Toffoli informou que não tem conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais. Ele também negou a possibilidade de ter trabalhado para favorecer qualquer pessoa desde que assumiu o cargo no STF.

Eis a íntegra:

“O ministro Dias Toffoli afirmou, por meio da assessoria, não ter conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais. Por meio da assessoria, o ministro refutou a possibilidade de ter atuado para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções.”

Leia abaixo a íntegra da nota da defesa de Hudson Braga:

“Em razão das notícias de que o ex-governador e atual delator Sérgio Cabral envolveu o nome de Hudson Braga, afirmando que ele teria operacionalizado nos anos de 2014 e 2015 pagamentos ao ministro Dias Toffoli para beneficiar o ex-prefeito de Volta Redonda, em julgamento no TSE, esclarecemos que jamais chegou sequer ao conhecimento de Hudson Braga o oferecimento de qualquer vantagem para o ministro Dias Toffoli, ou a outra pessoa que o representasse.

Sérgio Cabral tenta se safar de suas responsabilidades, alterando suas estratégias. Ora negou os fatos, ora adotou manobras processuais e depois de ver a consolidação de suas penas, resolveu, por desespero, criar fatos para viabilizar sua colaboração premiada. Nunca teve qualquer apreço pela verdade, nunca produziu qualquer prova de suas alegações mentirosas.  Hudson Braga segue acreditando na Justiça e não compactuo com esse tipo de conduta”.