Ex-sócio do jogador Ronaldo Fenômeno, Alexandre da Silva Martins foi preso por agentes da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas (DC-Polinter). Ele é condenado por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a ordem tributária e estava foragido, informou a Polícia Civil. O empresário foi localizado num shopping no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a corporação, Alexandre e outros réus foram investigados e responderam a um processo por mais de 15 anos. O empresário foi condenado pela Justiça Federal, acusado de fazer operação de câmbio ilegal, visando a esconder dinheiro e levá-lo para fora do Brasil.

A investigação apontou que Alexandre e outros empresários foram processados por terem atuado como doleiros de fiscais e auditores do Estado do Rio, que também foram presos, no caso conhecido como propinoduto. O esquema ilegal enviou para a Suíça ilegalmente pelo menos 33,4 milhões de dólares.

O empresário também foi condenado por crimes contra a ordem tributária, informou a Polícia Civil. Ele é acusado de sonegar informações sobre o pagamento de impostos devidos. Alexandre e Ronaldo foram sócios na empresa Empório Ronaldo do Brasil, que fazia serviços de publicidade.

Os policiais levaram Alexandre, que estava escondido num condomínio de luxo, para a sede da Polinter. Ele será encaminhado para uma unidade da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap).

Propinoduto

A Polícia Federal chegou aos acusados de envolvimento no esquema em 2002, graças a uma denúncia anônima. Alexandre e o também empresário Reinaldo Pitta confessaram que movimentavam contas em nome de cinco funcionários, o que é ilegal. Eles alegaram que a manobra facilitava os pagamentos dos jogadores.

Além dos empresários, foram investigados quatro funcionários da Secretaria de Fazenda do Rio e quatro auditores da Receita Federal. Com o avanço do trabalho da polícia, o número de suspeitos aumentou para 22.

Os fiscais envolvidos no escandalo foram condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa a penas que variam entre 14 e 17 anos.

Outra prisão

Em julho de 2011 Alexandre foi preso, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por não pagar pensão alimentícia à ex-mulher. Ele devia R$ 220 mil. Na época, o casal estava separado havia dez anos. O advogado da mulher contou que aquela era a sexta vez que o empresário era preso por não pagar a pensão.