Em 2020, PSL e DEM, que estão em tratativas para uma fusão, tiveram juntos cerca de R$ 138 milhões de fundo partidário e outros R$ 320 milhões para as eleições municipais. Conforme levantamento do jornal Folha de S.Paulo, esse valor do fundo eleitoral seria 60% maior do que os R$ 201 milhões do PT, legenda que teve maior fatia do fundo nas eleições do ano passado.

Além disso, a bancada na Câmara Federal seria a maior, com 81 deputados (53 do PSL e 28 do DEM). No Senado, a nova sigla chegaria a oito membros.

O novo partido ainda teria quatro governadores: Ronaldo Caiado (Goiás) e Mauro Mendes (Mato Grosso), hoje no DEM; e Mauro Carlesse (Tocantins) e Coronel Marcos Rocha (Rondônia), do PSL.

À Folha, o deputado federal Elmar Nascimento (DEM-BA), aliado do presidente do DEM, ACM Neto, e que participa das negociações, afirmou que a ideia “é fazer um partido grande”. “Um partido que tenha capilaridade, representação em todos os estados e se torne atrativo para fomentar candidaturas proporcionais”, disse.

Boa para os dois

As cúpulas de PSL e DEM avaliam que a fusão será boa para os dois partidos, já que ambos têm perfil ideológico parecido e se complementariam em seus trunfos e deficiências. A expectativa é que uma decisão final seja tomada até o final de setembro – os dois partidos reúnem suas respectivas executivas nacionais na terça-feira, 21, para debater a fusão. Contudo, a Folha afirmou que a proposta ainda enfrenta uma série de entraves na formação de palanques regionais e na definição dos comandos dos diretórios locais.

No Tocantins, a fusão reavivará a disputa interna do DEM entre a deputada federal Dorinha Seabra Rezende, presidente estadual do Democratas, e o governador Mauro Carlesse, que trocou o partido pelo PSL após esses embates com a parlamentar.