Ministro tem defendido o presidente no momento em que o Brasil atinge mais de 500 mil mortes por causa da covid-19Sérgio Lima/Poder360 – 5.mai.2021

O ministro Fábio Faria (Comunicações) rebateu em seu perfil no Twitter, no domingo (20.jun.2021), críticas que o governo recebeu no momento em que o Brasil atingiu  mais de 500 mil mortes por covid-19.

Para Faria, que ontem criticou manifestações pelo Brasil ter atingido a marca, há quem queira “dividir o Brasil” e “politizar a dor”.

 “Querem negar o investimento bilionário que o governo Bolsonaro tem feito em vacinas, insumos, oxigênio, leitos de UTI. Querem negar que este Governo foi o único responsável por cada uma das 660 milhões de vacinas compradas nesse país. Mais de 115 milhões de vacinas distribuídas”, afirmou.

Até o momento, o Ministério da Saúde desembolsou R$ 9 bilhões para aquisição de vacinas. Na lista, há pagamentos para os imunizantes da farmacêutica chinesa Sinovac, da britânica de Astrazeneca e da norte-americana Pfizer.

De acordo com Faria, não há 1 dia em que o presidente não cobre da sua equipe econômica investimentos para a retomada do emprego, para que as famílias não morram de fome.

“Querem dividir o Brasil, politizar a dor. Independentemente de partido, todos choramos a perda de amigos, familiares. Eu, inclusive”, afirmou.

Manifestação anterior

O ministro havia publicado no sábado (19.jun.2021) que políticos, artistas e jornalistas adotam tom de “quanto pior, melhor” para lamentar as mortes por covid-19 no Brasil. A declaração foi dada no dia em que o Brasil deve atingir a marca de 500.000 mortos pela doença.

“Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu o chefe das Comunicações.

Mais tarde, quando já confirmado pelo Ministério da Saúde o dado de 500 mil mortes pelo coronavírus, Faria voltou a tweetar.

Escreveu “100 mil de mortes no estado de SP, silêncio sepulcral. Quando esses números dos estados se somam e se chega a um número nacional, estardalhaço.  Lembremos q os estados e municípios tinham e têm total autonomia nas medidas da covid. Perdi um tio no mês passado e vários amigos.”

Finalizou, relativizando a marca das 500 vidas perdidas e defendendo o presidente da República. “Mas nada disso importa, o que existe é uma tentativa coordenada de colocar tudo na conta do Bolsonaro e minimizar todo o trabalho e os esforços do governo federal para o combate da pandemia”.