Um acordo celebrado entre a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai possibilitar a instalação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde, a maior fábrica de vacina da América Latina. O laboratório vai ocupar uma área 580 mil metros quadrados no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Previsto para 2023, o complexo vai gerar cinco mil empregos durante as obras. Toda produção de vacinas, incluisive a de Covid-19 — quando for aprovada — será transferida para o local.

Na semana passada, foi dado um dos passos que ainda faltam para a concretização do projeto. Em uma reunião da diretoria da Codin e uma uma comitiva da Fiocruz, chefiada por Artur Couto, da diretoria do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos, foi assinada a escritura definitiva.

Com a posse definitiva, para fins industriais, da área que vai abrigar o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS). A iniciativa, lançada em 2010, já passou por investimentos na casa de R$ 1 bilhão em terraplanagem, estaqueamentos de toda área, construções dos blocos e cintas bem, como na aquisição dos principais equipamentos de produção.

Atualmente, a Fiocruz procura investidores privados para a conclusão da obra, orçada em R$ 3,2 bilhões para esta última fase de implantação do complexo, que será destinada à produção de vacinas e biofármacos.

A escritura garante a segurança jurídica da captação de capitais privados, no modelo de financiamento BTS (“built to suit“, construção sob medida), está sendo viabilizada pela Codin a concessão de escritura definitiva à Fiocruz, pré-requisito do mercado para garantir a sustentabilidade dos investimentos.

O complexo será constituído de nove prédios, englobando processamento final; embalagem; armazém de matéria-prima; armazém de produto terminado; controle e garantia da qualidade; utilidades em geral; e centrais de tratamento de resíduos e efluentes. A capacidade de produção é estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano, podendo aumentar dependo do mix de produtos.

O presidente da Codin, Fábio Galvão, disse que é um passo importante para o desenvolvimento industrial da capital fluminense:

— Me entusiasmei ao ouvir que, com a celebração do novo contrato entre Codin e Fiocruz, será possível gerar cinco mil empregos na construção civil durante as obras, e depois outros 1.800 nas atividades de produção de vacinas e biofármacos.

Fábio Galvão disse ainda que o empreendimento no Distrito Industrial de Santa Cruz vai atrair novas empresas para o local, considerando a necessidade de fabricação de frascos, rolhas, tampas, caixas e outros insumos utilizados no processamento final de vacinas e biofármacos a serem produzidos pela Fiocruz no CIBS, um dos mais importantes empreendimentos industriais a serem apoiados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, em seu projeto de recuperação econômica.