A família do jornalista Jamal Khashoggi, morto em 2018 no Consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia), disse que perdoa os assassinos dele. Os autores do crime, porém, nunca foram encontrados.

O anúncio foi publicado em uma postagem nas redes sociais de Salah Khashoggi, filho do ex-colunista do “Washington Post”.

“Nesta noite abençoada de Ramadã, nos lembramos de Deus dizer: se uma pessoa perdoa e se reconcilia, sua recompensa será merecida de Alá”, escreveu.

Khashoggi foi visto pela última vez em 2 de outubro de 2018 no Consulado saudita em Istambul, onde vivia. O jornalista iria ao local obter documentos relativos ao casamento. O corpo dele nunca foi encontrado.

A morte gerou suspeitas sobre a ditadura saudita do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, de quem Khashoggi era crítico ferrenho. O regime nega autoria, mas bin Salman reconheceu que o assassinato do jornalista ocorreu “sob responsabilidade” do monarca.