O número de pessoas internadas com Covid-19 na França chegou a 30 mil. É o valor mais alto desde o fim de novembro, quando o país europeu viveu o pico da segunda onda da pandemia do coronavírus.

Além disso, o Ministério da Saúde francês relatou aumento nos internados em UTIs: são 5.626. É o maior número desde abril do ano passado, na primeira onda da doença na Europa.

O primeiro-ministro da França, Jean Castex, disse nesta terça que o país vai acelerar o ritmo da vacinação, considerado bem aquém das expectativas. A ideia do governo francês é imunizar 10 mil pessoas por semana.

Para tentar ampliar os esforços de vacinação, a França abriu nesta terça um posto especial no Stade de France, em Saint-Denis, periferia de Paris, estádio que recebeu a final da Copa do Mundo de 1998.

Há uma preocupação, porém, porque a vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford está na mira de algumas autoridades europeias após casos de trombose. Entretanto, não há provas de que esses registros sejam causados pela substância, e diversos órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a agência europeia reiteram a segurança do imunizante.

Novo confinamento na França

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou na semana passada regras mais duras de confinamento para conter a nova aceleração da pandemia do coronavírus no país. As seguintes medidas devem durar até o fim do mês, no mínimo:

Toque de recolher às 19h

Incentivo ao trabalho remoto, sempre que possível

Fechamento do comércio considerado não essencial

Limite do deslocamento a, no máximo, 10 quilômetros

Proibição de viagens entre as regiões diferentes da França

Fechamento de escolas por três semanas, com calendário adaptado, aulas virtuais e ampliação das férias de primavera.