Após 150 anos de luta e espera, a comunidade Barra do Aroeira, distrito do município de Santa Tereza, receberá do governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, os títulos definitivos de suas terras. A cerimônia de entrega ocorre nesta sexta-feira, 3, às 10 horas, na própria comunidade que fica na região do Jalapão. Na oportunidade, serão realizadas também ações sociais e de orientação à comunidade nas áreas de agricultura e meio ambiente.

Serão entregues dois títulos definitivos de uma área correspondente a mil hectares, beneficiando 117 famílias compostas por cerca de 1,2 mil pessoas que vivem da agropecuária e do extrativismo. 

Emissão de RG

Servidores do Instituto de Identificação estarão na comunidade com o serviço de emissão da carteira de identidade de registro geral (RG). Os atendimentos ocorrerão durante todo o dia na Escola Horácio José Rodrigues. 

Cestas básicas

A Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) fará a entrega de cestas básicas para cerca de 200 famílias da comunidade e região, totalizando 2,8 toneladas. A entrega será realizada com a colaboração da Paróquia Santa Tereza. 

Assistência Rural

A equipe técnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) fará a apresentação de dois projetos que serão desenvolvidos posteriormente com a comunidade. O primeiro diz respeito à criação de abelhas com ferrão, por meio do qual serão distribuídas cinco caixas de abelha para demonstração. 

Por sua vez, o segundo projeto será desenvolvido com foco no plantio e no processamento da mandioca para a comercialização. Com isso, mudas da mandioca devem ser doadas à população para cultivo. Está prevista também a entrega de manivas (folhas moídas) de mandioca, para utilização no preparo de alimentos.

História

O Quilombo tem sua origem datada de 1871, quando Dom Pedro II presenteou o negro Félix José Rodrigues por lutar na Guerra do Paraguai. O território pertence à família dos Rodrigues há 150 anos. 

Atualmente, centenas de quilombolas são herdeiras do patriarca Félix José Rodrigues, que deixou um território de 12 léguas em quadra, ou 79,2 mil hectares, no norte de Goiás (atual estado do Tocantins). 

Ao longo da história, fazendeiros foram se instalando nas proximidades, tomando parte do território. Os descendentes do Félix José Rodrigues ocupam atualmente apenas 12% da área original.