O governador do estado, Mauro Carlesse (DEM), e a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), se reuniam para discutir o combate à Covid-19. Após a reunião os dois foram entrevistados pela TV Anhanguera, mas nenhum deles apontou medidas concretas contra o coronavírus. A capital segue como a cidade mais afetada pela doença no estado com 11.584 casos e 82 óbitos.

Carlesse afirmou que a reunião foi “muito produtiva” e vai fazer o convite também aos prefeitos de Gurupi, Araguaína e Paraíso do Tocantins, entre outras cidades. Segundo o governador, os gestores precisam trabalhar juntos para desafogar o sistema de saúde.

“Essa reunião foi muito produtiva. Os nossos técnicos, secretários de saúde juntos nessa reunião. É aquilo assim: o que a senhora tá precisando? O que o senhor tá precisando, prefeito? Qual a dificuldade? O Estado tem um volume grande de compras de estrutura e pode adiantar bastante esse serviço”, afirmou.

Mesmo sem anunciar nenhuma medida nova o governador afirmou que a população vai sentir rápido uma mudança. “O que nós discutimos rápido foi: não podemos esperar, vamos agir rápido. Os nossos secretários têm que agir rápido porque quem fica doente não tem tempo”, disse.

Ao ser questionado sobre o que muda, o governador disse que pretende agilizar os processos para aumentar a quantidade de leitos em Palmas.

“Agora foi definido com a prefeita que nós vamos ajudar a aumentar a quantidade de leitos […] o que o governo vai fazer? poder agilizar ela na dificuldade. Por exemplo, falta cama, vamos agilizar, faltou algum remédio, nós vamos agilizar e colocar à disposição toda a estrutura que o Estado tem para agilizar o processo dela”, disse o governador.

Carlesse afirmou que não foram discutidas medidas mais restritivas como lockdown, mas se houver aumento de casos e chegar a uma “bandeira vermelha” vai sentar para discutir restrições. Disse ainda que o Estado fez tudo que era preciso, não está em uma situação complicada e até encontrou um equilíbrio. Segundo ele, a situação poderia ser pior.

“Tá lotado? Com certeza tá lotado, mas também poderia não estar nem atendendo o limite e a condição que vinha os outros estados. Nós chegamos em um equilíbrio e estamos tomando as providências”, afirmou.

Foram  registrados 1.218 diagnósticos de coronavírus e 14 novas mortes causadas pela Covid-19. O total de infectados no estado agora é de 47.558 e o número de óbitos chegou a 635.

Segundo o governador, o estado não está no limite. “Hoje está dentro do equilíbrio que nós podemos. Se precisar de dez leitos e tiver dez leitos estamos dentro do equilíbrio.”

‘Divisor de águas’

O encontro com Carlesse chegou a ser anunciado pela prefeita de Palmas ainda na quarta-feira (26). Em uma rede social ela chegou a dizer que estava “ansiosa pela agenda com o governador”. Cinthia Ribeiro disse que a reunião foi um “divisor de águas”, mas também não apontou nenhuma medida nova para combater a pandemia.

Segundo ela, a partir deste momento não existirá mais divisão de competências entre o estado e o município. “O governador colou à disposição de toda a equipe da prefeitura de Palmas aquilo que nós já apresentamos para somar um pouco mais nos nossos equipamentos públicos, o aumento do número de leitos clínicos, o aumento dos nossos leitos de UTI, de respiradores, assim como insumos que são específicos para área hospitalar”, disse.

A prefeita não informou quando ou como essa ampliação será realizada. Sobre as ações específicas do município, disse que Palmas está adquirindo mais 20 mil testes para ampliar a testagem e disse que poderá avaliar a possibilidade de medidas mais restritivas.

“Podem acontecer [medidas mais restritivas], todo estudo epidemiológico e o controle que nós fazemos na nossa cidade também é feito dentro do governo do Tocantins. O encontro dessas informações, nós temos a secretaria municipal e a secretaria do estado trabalhando em conjunto. Vai trazer um ganho enorme para a sociedade, teremos essas informações em tempo real e principalmente vão balizar as próximas medidas que o governador se colocou à disposição para, em conjunto com a prefeitura, e aí assim elas têm uma tendência muito maior de ter o resultado esperado, de que caso evolua esse número de casos nós podemos sim avaliar a possibilidade de medidas ainda mais restritivas, inclusive o lockdown”.

Por G1 Tocantins.