A família de Breonna Taylor, mulher negra morta por policiais em março, vai receber US$ 12 milhões do governo de Louisville, cidade no estado americano de Kentucky onde a jovem de 26 anos vivia. Além disso, a prefeitura vai fazer uma reforma na polícia, anunciou o prefeito Greg Fischer.

O pagamento milionário faz parte de um acordo entre as autoridades locais e a mãe de Breonna, Tamika Palmer, que processou os policiais envolvidos na morte da filha. De acordo com a agência Associated Press, é a maior indenização paga na história da cidade após um erro em ação policial.

De acordo com a mãe, a polícia obteve uma ordem para entrar, sem aviso, no apartamento onde Breonna e o namorado, Kenneth Walker, moravam e fazer uma operação de busca de drogas. Assustado, pensando se tratar de uma invasão de criminosos, o homem atirou nos três policiais, que revidaram e balearam a jovem.

Nenhum entorpecente foi encontrado no local. A arma usada pelo namorado de Walker estava em situação regular. Segundo ele, a polícia não chamou os serviços de emergência após balear Breonna.

Protestos contra o racismo

A morte de Breonna Taylor gerou protestos em Louisville, que logo se espalharam pelos Estados Unidos principalmente depois da morte de George Floyd em maio. Manifestações antirracismo continuam pelo país, ainda que em menor número, e chegaram a envolver boicotes de equipes esportivas.