O governo de Roraima divulgou que planeja tombar como patrimônio artístico e cultural do estado as obras de Augusto Cardoso, artista plástico roraimense que morreu por complicações da Covid-19.

Carodoso morreu aos 63 anos no dia 22 de julho no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista, onde fazia tratamento contra a doença. Reconhecido nacional e internacionalmente por centenas de pinturas, o artista plástico tem obra exposta no Vaticano.

O  governador Antonio Denarium (sem partido) se reuniu com Edicilda Cardoso, viúva do artista, no Palácio Senador Hélio Campos, na capital. Na reunião foi apresentado um projeto para a catalogação de 78 obras, inclusive algumas inacabadas.

“Nós tratamos do assunto do momento, que é a preservação da memória do Augusto Cardoso […]. O governador nos garantiu que faremos o catálogo o mais breve possível e será lançado em exposição no hall de entrada”, destacou Edicilda.

Conforme o governo, será feito um levantamento e catalogação, junto à Secretaria de Cultura, de todas as obras de Cardoso pertencentes ao estado. Uma delas é o quadro “Macunaima Criando Roraima, pintada em 1995 e que está exposta no salão nobre do Palácio do governo.

Cardoso começou a carreira aos 14 anos e aprendeu a produzir por conta própria. Realizou 64 exposições com um acervo de aproximadamente 1,6 mil obras em acervos e museus no Brasil, Venezuela, Itália, Argentina, Holanda, Japão, França, Canadá, Áustria, e Estados Unidos.

Entre suas principais obras sacras, destacam-se: o “Tríptico de São Francisco”, na igreja de São Francisco; “Via Sacra” (15 peças) na Matriz de Nossa Senhora do Carmo; “São Francisco do Lavrado”, que compõe o acervo do Museu do Vaticano; e “Macunaima Criando Roraima, pintada em 1995 e exposta no Salão Nobre do Palácio Senador Hélio Campos.

“Macunaima criando Roraima é uma das obras icônicas do artista plástico Roraimense, Augusto Cardoso. São três metros de comprimento que se destacam no Salão Nobre […]. A moldura, feita em madeira de cedro, é fruto de um esboço feito por Cardoso, lembrando folha de Acanto, e talhada por um artista de Parintins, no Amazonas. Hoje, dia 22, perdemos esse grande artista que levou o nome de Roraima para o Mundo”, disse Leandro Freitas, jornalista e fã de Augusto Cardoso, no dia em que o artista morreu.