O Brasil deve receber 150 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 no primeiro semestre de 2021. O montante se refere aos imunizantes desenvolvidos pela Pfizer/BioNTech, Sinovac Biotech/Butantan e AstraZeneca/Universidade de Oxford. A previsão foi feita nesta terça-feira pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

O governo brasileiro tem, no entanto, apenas um acordo firmado com o laboratório AstraZeneca para aquisição de doses e transferência de tecnologia para produção local na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) até o momento. O Brasil também aderiu à Covax Facility, iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa universalizar o acesso a vacinas.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que as primeiras entregas devem ocorrer em janeiro, com um quantitativo de 24,5 milhões de doses juntas dos três laboratórios no mês. Na previsão de Pazuello, seriam 9 milhões de doses da CoronaVac, 15 milhões do imunizante da AstraZeneca e outras 500 mil da Pfizer/BioNTech.

O Ministério da Saúde apresentou na semana passada o Plano Nacional de Imunização incluindo as três diferentes vacinas, apesar de, até o momento, ainda não ter concluído acordos com a Pfizer e com o Instituto Butantan, que é responsável pela produção local da vacina da Sinovac.

Nenhuma vacina recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o momento para ser aplicada no país.