O Governo do Tocantins fechou contratos com três empresas para alugar caminhões que serão usados na entrega de cestas básicas no interior do Tocantins. Cada um dos seis veículos que serão locados vai custar R$ 32 mil por mês. Os contratos valem pelo prazo de cinco meses e somam R$ 960 mil.

As entregas de cestas básicas são para famílias afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Segundo a Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), que é responsável pelo programa, desde o começo da crise de saúde pública foram entregues 350 mil cestas nos 139 municípios do estado.

Os caminhões locados têm 456 cavalos de potência, capacidade de carga para até 60 toneladas e foram contratados junto com o serviço de motoristas. As empresas escolhidas, sem licitação, para o serviço foram a Higiclen Eirelli, Transportadora Apmo Eireli e PJP Transportes e Logítica Ltda.

O G1 procurou o Governo do Tocantins para saber porque a Setas não utiliza veículos da frota do próprio Estado para estas entregas e como foi realizado o estudo que concluiu que estas empresas ofereciam os melhores preços.

Sobre o uso da frota própria, o Governo afirma que houve necessidade de veículos extras por causa da alta demanda. Disse ainda que a Setas conta com veículos cedidos de outros órgãos, como a Secretaria de Educação, Adapec, Adetuc, Ruraltins, Segurança Pública e Corpo de Bombeiros, mas que o aluguel de carretas é vantajoso porque permite economia de combustível, já que cargas maiores podem ser transportadas em uma única viagem.

Sobre o estudo para a contratação, a Setas informou que realizou pesquisas no sistema Comprasnet, no painel de preços do Ministério da Economia e solicitou cotação em estabelecimentos que prestam este tipo de serviço. Ainda de acordo com a Setas, os valores estão compatíveis com o mercado e estão abaixo do praticado em nível nacional. A locação sem licitação foi permitida por causa da Lei Federal n° 13.979/2020m que foi aprovada como medida emergencial na pandemia.

As cestas básicas estão sendo entregues para associações, pastorais, quilombolas, artistas, músicos, assentados e outras famílias afetadas pela situação.

Por G1 Tocantins.