Apesar das pressão para a prorrogação do auxílio emergencial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, continua firme na intenção de evitar a todo custo despesas não previstas no orçamento, preservando o teto dos gastos. Durante evento para investidores estrangeiros, promovido pelo Credit Suisse, na manhã desta terça-feira (26/1), ele deixou claro que a recriação do auxílio emergencial travaria todas as outras despesas do país, como educação e segurança pública.

“Não pode ficar gritando guerra toda hora. Temos que ter muito cuidado. Quer criar o auxílio emergencial de novo? Tem que ter muito cuidado”, disse. “Pensa bastante porque se fizer isso, não pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública, porque é uma guerra. Se apertar o botão ali, vai ter que travar o resto todo”, completou. Ele repetiu parte do conteúdo de seu discurso, durante o anúncio da arrecadação de 2020, ao lembrar que economia e saúde pública andam juntas.

Sugestão de solução

O ministro defendeu a vacinação em massa, especialmente nos idosos, como principal medida para solucionar a crise sanitária e incentivar o retorno da atividade econômica. “Vamos focalizar isso justamente nos idosos, 80% dos óbitos no Brasil são de pessoas com mais de 60 anos. Temos 15% da população, talvez um pouco menos, de idosos. Então, se focalizarmos, nos próximos dois meses na vacinação em massa nesse seguimento específico, pronto, a coisa desce e está controlado. O Brasil segue a vida normal”, disse.