O coordenador-geral do programa de governo do PT e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negou que seja o ‘plano B’ à candidatura do ex-presidente Lula, caso ele seja considerado inelegível pela Justiça Eleitoral. Após o Tribunal Federal Regional de Porto Alegre manter a condenação de Lula, houve rumores de que o PT já levantava o nome de Haddad como possível candidato do partido à Presidência. Mas, em entrevista ao Jornal da CBN, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que o partido não trabalha com a possibilidade de o ex-presidente Lula não ser o candidato da legenda.

“O PT não trabalha com essa ideia (da minha candidatura), não trabalha com plano B. Isso já foi reafirmado por todos os dirigentes partidários. Ninguém se coloca como candidato, não só por respeito ao presidente Lula, mas porque é um desejo genuíno de todos nós que ele possa disputar as eleições”, declarou.

Outro nome que teria sido cogitado pelo partido é o de Jacques Wagner, ex-ministro da Casa Civil e atual secretário de governo da Bahia. Mas, à CBN, Haddad negou a possibilidade de que ele ou Wagner sejam candidatos a vice para assumir o lugar de Lula, caso a candidatura do ex-presidente seja indeferida.

“Eu não estou omitindo nenhuma informação. Efetivamente, nunca ouvi rumor de discussão interna do partido sobre um plano b, ou um plano c. Nunca participei de reunião, nem nunca soube de uma reunião nesse sentido”, afirmou.

Fernando Haddad disse que o partido vai ser manter solidário ao ex-presidente e recorrer da condenação em segunda instância para garantir que o registro da candidatura de Lula seja feito até agosto, prazo estabelecido pela Lei Eleitoral. Haddad disse que a ideia é explorar a possibilidade de recursos para mostrar que o vínculo apontado pela Justiça entre Lula e o triplex do Guarujá não é suficiente para cassar os direitos políticos do ex-presidente.