Um homem que dizia ter uma bomba em frente ao Congresso dos Estados Unidos se rendeu à polícia do Capitólio após horas de negociações. O homem, que está sob custódia, estava dentro de uma caminhonete parada em frente à Biblioteca do Congresso, e suas ameaças provocaram o esvaziamento de edifícios governamentais na área.

O homem estacionou uma caminhonete na calçada da Biblioteca do Congresso e a polícia foi chamada para responder a uma chamada de distúrbios, disse o chefe da Polícia do Capitólio, Thomas Manger, em uma coletiva de imprensa.

Quando a polícia chegou, o homem disse que tinha uma bomba, e um dos policiais observou o que parecia ser um detonador em sua mão, acrescentou Manger.

A polícia disse que o homem tinha um cilindro de gás na mala, mas não informou se ele de fato carregava explosivos. Não ficou claro se ele seria capaz de explodir o cilindro de gás.

Ele confirmou que o homem postou vídeos ao vivo em mídias sociais enquanto ameaçava o Capitólio. Em um deles, publicado enquanto o homem se dirigia ao edifício, o suspeito disse:

— Eu estou pronto para morrer pela causa. A revolução começa hoje.

O Facebook não ofereceu respostas sobre os vídeos..

O homem, que os oficiais identificaram como Floyd Ray Roseberry, um morador da Carolina do Norte nascido em 1971, fez declarações contra o governo, de acordo com autoridades que preferiram não se identificar. Sua ex-mulher disse que ele sofre de transtornos mentais graves e já a ameaçou no passado.

Em alertas aos funcionários do Capitol Hill no início da quinta-feira, a polícia instou algumas pessoas a se deslocarem para dentro de escritórios protegidos, para trancarem portas e ficarem longe de janelas, e disse a outros para esvaziarem a área.

A polícia do Capitólio recusou-se a fornecer detalhes sobre a investigação e encaminhou perguntas à conta da agência no Twitter, que incitou as pessoas a se manterem afastadas da área.

Os parlamentares americanos estão atualmente espalhados por todo o país em função do recesso de agosto, o que fez com que a maioria do pessoal do Congresso não estivesse no Capitólio quando grande parte do complexo foi trancado.

Muitos dos funcionários retirados trabalham para a equipe de arquitetura do Congresso, funcionários da construção civil e trabalhadores que ajudam na construção. A pandemia também reduziu o número de pessoas que trabalham em cada prédio.

O prédio da Suprema Corte foi esvaziado, disse Patricia McCabe, uma porta-voz.

A ameaça perturbou visitantes e funcionários no Capitólio, oito meses depois de uma multidão de apoiadores do Trump invadir o prédio em 6 de janeiro, numa violenta tentativa de impedir o Congresso de certificar os resultados das eleições presidenciais americanos.

Após o levante de 6 de janeiro e a morte de um oficial do Capitólio no início de abril, as medidas de precaução para investigar pacotes suspeitos se tornaram mais intensas até para funcionários do Capitólio, em meio ao aumento das precauções de segurança.