Imagens feitas por drones e por um satélite mostram que grandes bancos de areia estão se formando no curso dos rios Formoso e Urubu, utilizados para irrigar plantações no oeste do Tocantins. A exploração da bacia hidrográfica para a agricultura é alvo de polêmica desde 2016, quando uma comissão foi criada para monitorar o nível da água.

As fotos dos drones foram ao longo da semana e a imagem de satélite no último domingo (29). Tudo foi divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Ministério Público Estadual. A promotoria pediu que a Justiça proíba a captação de água na bacia até que o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) apresente um relatório sobre a situação de cada rio.

Além da suspensão, o MPE quer também quebrar o sigilo dos dados das bombas que são utilizadas pelos produtores. Eles querem que o consumo de energia de cada uma seja divulgado para que possa ser calculado o volume de água que elas estão retirando.

Nenhum dos pedidos foi analisado pela Justiça ainda. Na quarta-feira (1º) houve uma audiência pública sobre o assunto, mas as partes não entraram em acordo.

O estudo apresentado pelo MPE indica que em alguns pontos o rio Formoso se tornou uma lâmina fina de água.

Participaram da comissão representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil e a Cooperativa dos produtores rurais de Lagoa da Confusão. ( As informações são do site G1 Tocantins).