A diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Anós Casero, afirmou que o novo relatório do órgão, “Recuperação do Crescimento: Reconstruindo Economias Dinâmicas Pós-Covid em Meio a Restrições Orçamentárias”, aponta que o ano de 2022 será desafiador para o país.

Em entrevista  Paloma disse que apesar do BM elevar a previsão de crescimento do Brasil em 2021 de 4,5% para 5,3%, há preocupações com o ano que vem, especialmente quando projeções apontam um crescimento próximo de 1,7% apenas.

“A preocupação número 1 é a Covid-19, que ainda pode ter impacto, temos incertezas, além dos impactos do coronavírus na parte de saúde e educação”, explicou.

Segundo Paloma, há a possibilidade de aumento da pobreza, com a inflação elevada “que afeta claramente a renda e o orçamento de todos os lugares.”

“Essa inflação, para ser contida, tem que passar por aumento dos juros, que traz impacto negativo para consumidores e empresas, e também há o desemprego de mais de 14%, com tudo isso, a pobreza pode aumentar de 12,8% para 15,3% em 2021 e mais ainda em 2022”, avaliou.

A crise energética que pressiona a produção e os riscos fiscais de um ano eleitoral foram citados pela diretora do Banco Mundial para o Brasil como preocupantes.

O relatório indica que a retomada do crescimento demandará a implementação de reformas nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, política energética e inovação, assim como enfrentar os novos desafios impostos pelas mudanças climáticas.