Durante esta semana o Instituto de Criminalística está fazendo a coleta de material genético das pessoas que possuem parentes desaparecidos no Tocantins. O projeto começou na segunda-feira (14) e segue até a sexta-feira (18) em postos de coleta montados nos Núcleos de Medicina Legal de Palmas e outros onze municípios.

O Projeto de Coleta de DNA para Busca de Pessoas Desaparecidas é realizado no Tocantins pelo Instituto de Criminalística com apoio do Ministério Público Estadual. A coleta faz parte da campanha nacional realizada pela Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

A participação é voluntária e realizada, de preferência, com parentes de primeiro grau: pai, mãe, filho, tios e tias. O procedimento dura em média cinco minutos e é indolor. A coleta é feita com uma esponja passada na bochecha da pessoa para pegar as células da mucosa.

Além das amostras de DNA dos parentes também estão sendo coletados objetos pessoais das pessoas desaparecidas para recuperação de material genético.

Os dados coletados serão inseridos no Sistema Integrado de DNA (SINDNA) e vão servir para criação de um perfil genético que abastecerá o Sistema Combinado de Índices de DNA (Codis).

Com isso, a polícia poderá comparar com o perfil genético com pessoas que eventualmente estejam em hospitais, em situação de rua ou até corpos encontrados e levados para o IML em todo país.

As coletas serão realizadas inicialmente entre os dias 14 a 18 de junho. Segundo o MPE, foram montados pontos de coleta nos núcleos do IML e o serviço vai continuar mesmo após o fim da campanha.

Por  G1 Tocantins.