O Instituto de Criminalística, órgão ligado à Superintendência da Polícia Científica, com apoio de órgãos especializados e do Ministério Público do Tocantins (MP-TO), por meio do Centro de Apoio Operacional da Cidadania, Direitos Humanos e Mulher (Caoccid), lança nesta terça-feira,25, a campanha “Projeto de Coleta de DNA para Busca de Pessoas Desaparecidas”.

O projeto faz parte da campanha nacional realizada pela Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, com apoio dos 27 Estados que possuem laboratórios de Genética Forense. O dia 25 de maio é reservado para celebração em todo mundo, do Dia Internacional da Criança Desaparecida.

O uso da técnica que utiliza o DNA para confrontar informações genéticas e objetos de pessoas desaparecidas com informações genéticas de familiares é inédita. O gerente da qualidade do laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística, Marciley Alves Bastos, esclareceu que a campanha visa justamente conscientizar e fomentar a coleta que acontecerá em junho, de material genético de familiares e objetos pessoais de pessoas desaparecidas para auxilio nessas buscas.

 Ainda segundo ele, os dados serão inseridos no Sistema Integrado de DNA (SINDNA) como informações gerais e o material genético coletado dos familiares vai servir para obtenção de um perfil genético que abastecerá o Sistema Combinado de Índices de DNA (Codis), para confrontamento estadual, nacional ou até mesmo internacional. Esses dados serão utilizados nos processos de localização de desaparecidos, identificação de óbitos e verificação de fenômenos correlatos.

Coletas

Para auxiliar na busca por pessoas desaparecidas e utilização da técnica, é necessário realizar a coleta de dados dos familiares, que segundo a diretora de Perícia Criminal Aldenis Bezerra, vão ser realizadas inicialmente entre os dias 14 a 18 de junho, mas seguirão após esse período. Os postos de coleta serão montados em Palmas, Araguaína e Gurupi. Serão organizadas tendas em frente ao Instituto de Criminalística que servirão de apoio para a realização de coletas de materiais biológico, objetos pessoais dos desaparecidos e preenchimento de fichas com dados importantes. Além desses postos, serão montados núcleos de coleta nas cidades onde o Instituto de Medicina Legal (IML) ou Instituto de Criminalística (IC) estiverem presentes.

A campanha conta com o apoio do Ministério Público do Tocantins na divulgação e no desenvolvimento de ações coordenadas destinadas à localização de pessoas desaparecidas.

Esperança

“A probabilidade de descobrirmos pessoas desaparecidas vivas ou mortas será imensa. O banco de dados é internacional, e isso pode desvendar casos de pessoas que estão no exterior. Esse banco de dados é estritamente voltado para essa finalidade, encontrar pessoas desaparecidas vivas ou falecidas” destacou a diretora que complementou ainda que o serviço é um marco no trabalho de excelência desenvolvido por profissionais que atuam na Polícia Científica, e que ofertam um trabalho tão essencial para a população.