A Itália ampliou a obrigação do uso do documento de saúde conhecido como “passe verde”, tornando-o obrigatório para quem viaja em trens de alta velocidade, aviões, balsas e ônibus interregionais.

O “passe verde” é um certificado digital ou de papel que mostra se a pessoa recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, teve um exame negativo para o vírus ou se recuperou da doença recentemente.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, adotou o passe no início do verão, em meados de junho, para tentar incentivar as pessoas a se vacinarem. Ele inicialmente era necessário para entrar em pontos culturais e de lazer, e sua obrigatoriedade está crescendo gradualmente.

Parte da população protesta contra o “passe verde” e diz que ele viola liberdades, mas 70% de todos os italianos de mais de 12 anos já estão totalmente vacinados.

“Eles estão certos de pedir o ‘passe verde’. Se você não quer receber a vacina, então fique em casa e não viaje”, afirmou Alessia Colombi, uma moradora de Roma na principal estação de trem da cidade.

O governo já disse que professores precisarão do comprovante quando as escolas reabrirem neste mês, depois das férias de verão. E autoridades disseram que estão cogitando ampliá-lo para todos que trabalham em escritórios públicos ou supermercados.

Quase 130 mil pessoas já morreram de Covid-19 na Itália desde o início da pandemia. O número de novos casos ficaram relativamente estáveis em agosto, mas há o temor que a variante delta possa causar um novo pico de infecções nas próximas semanas.