A polícia da França prendeu o ex-policial da Argentina Mario Sandoval, acusado de crimes contra a humanidade cometidos durante a última ditadura no pais sul-americano, nos anos 1970 e início dos anos 1980.

A mais alta corte administrativa francesa, o Conselho de Estado, rejeitou o apelo dele para não ser extraditado. Horas depois dessa decisão, ele foi preso, de acordo com uma advogada que representa a Argentina, Sophie Thonon-Wesfreid.

Sandoval se mudou para a França depois do fim da ditadura argentina, que durou sete ano, e obteve cidadania francesa em 1997.

Ele é acusado por promotores argentinos de mais de 600 violações a direitos humanos, incluindo tortura.

Sandoval foi policial federal em seu país natal. Ele é investigado por cometer crimes em uma prisão secreta, onde ele era especializado em combater “elementos subversivos”. Ele nega as acusações.

Cerca de 30 mil pessoas foram assassinadas na Argentina entre 1976 e 1983 na “guerra suja” que a ditadura promoveu contra pessoas que o regime considerava inimigas, de acordo com grupos de direitos humanos.

O advogado de Sandoval não foi encontrado para comentar.

As cortes de jurisdições mais altas da França, tanto da Justiça como adminitrativa, autorizaram a extradição de Sandoval em 2018 para que ele responda por crimes contra a humanidade. Ele protocolou o seu apelo depois dessas decisões.o uso de US$ 3,6 bilhões, provenientes do Pentágono, para a construção de trechos de um muro na fronteira com o México pelo governo de Donald Trump.

Em sua sentença, o juiz David Briones, de El Paso, declarou que uma proclamação de emergência pela presidência para justificar o uso dessa verba é ilegal.

A mesma decisão constatou, porém, que a administração estava dentro da lei ao usar outros US$ 2,5 bilhões, provenientes de esforços de combate às drogas, para as obras do muro.

A ação foi movida pelo Condado de El Paso e pela Border Network for Human Rights, sob o argumento de que a administração ultrapassou sua autoridade ao “declarar uma emergência nacional e violar as leis do Congresso de limitar fundos para barreiras na fronteira entre Estados Unidos e México”.

O condado alegou ainda na ação que sofreria danos econômicos e em sua reputação com o projeto do muro porque a declaração de emergência do presidente criou a impressão de que a fronteira da cidade era perigosa.

Em uma avaliação em outubro, o juiz Briones considerou que os argumentos tinham mérito, e na terça proferiu sua sentença.

“O Departamento de Justiça está avaliando a liminar no momento e trabalhará com o Departamento de Justiça nos próximos passos. O Departamento de Justiça cumprirá todas as ordens judiciais”, disse o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Chris Mitchell, segundo a CNN.

Estado de emergência

Em 15 de fevereiro deste ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou emergência nacional para conseguir dinheiro para a construção de parte do muro – uma de suas principais promessas de campanha – depois que o Congresso negou incluir o dinheiro no orçamento do governo.

No início de setembro, o Pentágono anunciou que destinaria US$ 3,6 bilhões para a construção de um trecho de 280 km do muro. Para desbloquear esta verba, o departamento de Defesa adiou 127 projetos de construção e modernização de instalações militares nos Estados Unidos e no exterior previstos no orçamento de 2019.