A juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Unaí, que atua em Buritis, Minas Gerais, viralizou no Twitter na terça-feira por postagens em que defende a aglomeração de pessoas e a não utilização de máscaras, durante a pandemia da Covid-19.

Em vídeo publicado em seu perfil na rede social, Ludmila ensina como andar em um shopping sem usar máscara. O uso do acessório é recomendado por autoridades de saúde e obrigatório para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Em outra publicação, no dia primeiro de janeiro, a magistrada ironizou as normas de distanciamento social com a hashtag #AglomeraBrasil, quando passou o Réveillon em Búzios (RJ).

O Brasil se aproxima das 200 mil vidas perdidas pelo novo coronavírus. Segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa, o país contabilizou até às 20h de ontem 196.591 óbitos e 7.754.560 casos da doença desde o início da pandemia.

Além da repercussão virtual, o advogado José Belga Assis Trad pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure a conduta da juíza. Segundo o documento, ignorando os esforços do órgão, das autoridades sanitárias e dos profissionais da saúde, Ludmila passou a defender abertamente as aglomerações nas praias e festas do litoral brasileiro.

Em resposta a reportagem, o CNJ informou que não pode se pronunciar sobre os fatos e esclareceu que no último domingo foi protocolada uma reclamação disciplinar contra a magistrada e que esta está sob relatoria da corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que apura o caso.