A líder opositora peruana Keiko Fujimori foi liberada após três meses presa por causa do escândalo envolvendo a construtora Odebrecht após recurso no tribunal de apelações, observou um fotógrafo da AFP.

A filha mais velha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori (1990-2000) saiu de máscara e luvas da prisão feminina de Chorrillos, no sul de Lima, capital do Peru.

Vestida com um casaco cinza, pediu um táxi e seguiu para casa, quatro dias depois do recurso de liberdade concedido pelo tribunal mediante fiança.

Keiko cumpria 15 meses de prisão preventiva, desde 29 de janeiro passado, após ser denunciada por lavagem de dinheiro envolvendo os valores que recebeu da Odebrecht para as campanhas à presidência em 2011 e 2016.

Um tribunal de apelações concedeu a sua liberdade sob fiança de US$ 200 mil dólares, mas a proibiu de conviver com seu marido, o americano Mark Vito Villanella, porque os dois estão sendo investigados.

Teste para coronavírus

Antes da sua saída, Keiko, de 44 anos, anunciou no Twitter que ao chegar em sua casa no leste de Lima faria um teste para o novo coronavírus antes de se encontrar com suas filhas.

“A primeira coisa que vou fazer depois de sair e chegar na minha casa farei um teste, com o objetivo de não colocar em risco a minha família. Decidimos que enquanto não tivermos o resultado, não poderei me reunir com minhas filhas”, escreveu.

Canais de televisão mostraram que fora de sua casa uma pessoa de um laboratório privado a esperava para que pudesse fazer o teste.