O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, 43 anos, foi internado em Moscou  com sintomas do novo coronavírus, anunciaram agências de notícias russas.

“Kadyrov foi levado de avião para Moscou, com sintomas de coronavírus. Está em observação”, informou uma fonte médica à agência pública Tass, que descreveu seu estado de saúde como estável.

“Suspeitamos de coronavírus, está em observação”, disse uma fonte médica moscovita à agência Interfax.

Autoridades chechenas não comentaram as informações, limitando-se a indicar à imprensa russa que seu líder seguia à frente dos esforços de luta contra a pandemia.

Violações de direitos humanos

Imprevisível e acusado de violações dos direitos humanos, Kadyrov não hesitou em proferir ameaças para impor o confinamento em seu estado e calar os críticos.

Em abril, ameaçou um jornalista do jornal opositor “Novaia Gazeta” por um artigo que informava que os chechenos com coronavírus tinham medo de procurar os hospitais ante a falta de equipamentos.

O líder checheno havia dito publicamente que os que não se isolavam deveriam ser “liquidados”, comparando os chechenos que infectavam compatriotas a terroristas.

Com aspecto de pugilista, Kadyrov dirige a república do Cáucaso com mão de ferro e conta com a proteção do presidente russo, Vladimir Putin.

A Chechênia registra oficialmente 1.026 casos do novo coronavírus e 11 mortos. Já a Rússia confirma 317.554 infectados e 3.099 mortos.