Nacionalista religioso e líder do partido de direita radical de Israel, Naftali Bennett anunciou a intenção de se unir a uma coalizão de Yair Lapid, o opositor do governo que tenta afastar do poder o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

 

“Farei tudo o possível para formar um governo de unidade com meu amigo Yair Lapid para acabar com o governo de Netanyahu, o mais longo da história do Estado de Israel”, declarou Bennett, após uma reunião de seu partido.

 

Após as declarações de Bennet, Netanyahu afirmou que uma coalizão da oposição seria um “perigo para a segurança” de Israel.

 

O país teve quatro eleições legislativas em menos de dois anos, nenhuma das quais conseguiu separar Netanyahu de seus adversários nem resultou em um governo estável.

 

Após as últimas eleições, em março, o presidente israelense, Reuven Rivlin, deu a Netanyahu o mandato de formar um governo. Partido do primeiro-ministro, a sigla de direita Likud terminou na primeira posição naquela disputa

 

Mas o premier em fim de mandato não conseguiu reunir os 61 deputados necessários para cumprir a tarefa.

 

Dessa forma, o centrista Lapid foi encarregado de formar um governo de unidade que reúna a esquerda, o centro e a direita, em um prazo que vence nesta quarta-feira (2), às 23h59 locais (17h59 de Brasília). Caso isso não ocorra, corre-se o risco de haver uma nova eleição.

 

“Seriam as quintas eleições ou um governo de união”, declarou neste domingo Bennet, que disse não ser “possível” por enquanto formar um governo de direita “sob a autoridade de Netanyahu”.

 

Para formar um “governo de unidade nacional” – também chamado “governo da mudança” –, seria necessário que Lapid reunisse 61 deputados. E, para isso, além do apoio de Bennett, é necessário que ele consiga a adesão de menos um dos dois partidos árabes israelenses do país.