Cuidados para evitar acidentes com escorpiões devem ser reforçados nesta época do ano no Tocantins. É que o aparecimento dos animais peçonhentos se torna mais frequente. Entre janeiro e agosto deste ano 884 pessoas foram ferroadas. São mais de 110 casos por mês. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). No mesmo período do ano passado foram 1.085 acidentes.

O ataque de animais peçonhentos é o terceiro incidente mais notificado nas unidades de saúde de todo o Tocantins e o escorpião é o principal agente causador desse tipo de atendimento. Na procura por abrigo e alimentos, os bichos acabam entrando nas casas e, em algumas situações, picam moradores. A vítima do ataque deve procurar atendimento médico imediatamente.

Segundo a Secretaria Municipal de Palmas, 109 casos foram registrados na capital entre janeiro e julho deste ano.

Era madrugada quando Vitor Gabriel Espínola, de 13 anos, acordou com uma dor na mão. Logo depois ele percebeu que tinha sido picado por um escorpião. “Doía só num lugar. Aí inchou e começou a doer o braço. Ficou dormente, o pés e as mãos”, disse.

Ele teve uma reação alérgica e foi socorrido às pressas. Depois do susto a mãe dele, Adriana Nunes, disse que a rotina de cuidados com a casa ficou mais rigorosa.

“Pensei que ia perder meu filho quando ele começou a dar alergia. Ele não conseguia respirar. Foi muito ruim e não quero mais passar por isso. Já tomava cuidado, mas agora vou tomar mais. Vou colocar pano na porta, não vai mais dormir no colchão no chão e vou afastar a cama da parede”, disse a auxiliar de serviços gerais Adriana Nunes.

Jorge Luiz de Souza, biólogo da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) de Palmas, explica que as espécies são venenosas e algumas são ainda mais perigosas. “Algumas são igual uma abelha. Vai picar, vai doer e inchar. Mas às vezes não vai matar. Se a pessoa for alérgica pode ser fatal”, disse.

Para evitar a presença de escorpiões é preciso manter os quintais limpos. Entulhos e outros materiais acumulados podem servir de esconderijo para os animais.

Sempre que houver a picada do animal, o morador deve procurar uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou um hospital para realizar a avaliação do caso. O ideal é levar o escorpião ou uma foto dele para o atendimento médico.