Dezenas de milhares de pessoas marcharam por Minsk  gritando “vá embora” no sexto fim de semana seguido de protestos contra o presidente Alexander Lukashenko, mantendo a pressão sobre o veterano líder bielorrusso para que renuncie.

Pelo menos 10 pessoas foram detidas, disse a agência de notícias russa Tass, segundo a polícia. Vídeos compartilhados por meios de comunicação locais mostraram forças de segurança com capacetes ou máscaras retirando manifestantes das ruas.

O país do Leste Europeu mergulhou em turbulência em agosto após uma eleição presidencial, que Lukashenko diz ter vencido de forma esmagadora, mas a oposição diz que foi fraudada.

No poder por 26 anos, o ex-funcionário soviético não mostra intenção para renunciar, uma vez que tem apoio da Rússia.

A União Europeia prometeu impor sanções a Minsk por supostas fraudes eleitorais e abusos dos direitos humanos.

Junto aos protestos, hackers vazaram dados pessoais de mil policiais em retaliação pela repressão, com milhares de pessoas detidas, muitas reclamando de espancamentos e tortura na prisão.

O governo negou ter abusado de detidos.

A lealdade das forças de segurança é crucial para a capacidade de Lukashenko de se manter no poder. Seus rostos costumam ser cobertos por máscaras, balaclavas ou capacetes. Alguns manifestantes arrancaram as máscaras de alguns policiais.

“À medida que as prisões continuam, continuaremos a publicar dados em grande escala”, disse um comunicado distribuído pelo canal de notícias da oposição Nexta Live.

O governo disse que vai encontrar e punir os responsáveis ​​pelo vazamento dos dados, que foram amplamente distribuídos nos canais do Telegram na noite de sábado.

O governo disse que 390 mulheres foram detidas por participarem de um protesto no sábado. A maioria foi liberada.

A Rússia vê Belarus como estratégico contra UE e a Otan e acusou os Estados Unidos de fomentar a revolução em seu vizinho.

Moscou concordou em conceder um empréstimo de 1,5 bilhão de dólares para apoiar o governo de Lukashenko após uma reunião entre ele e o presidente russo, Vladimir Putin.