Cinco candidatos ao governo do Estado e muitos nomes na disputa para deputado estadual e federal no Tocantins. Com base nas atas registradas pelos partidos políticos na última segunda-feira, o Jornal do Tocantins mapeou as alianças e coligações para o pleito do dia 7 de outubro deste ano. Em número de coligações proporcionais, chama a atenção a aliança do candidato a governador Márlon Reis (Rede) que conta com duas coligações proporcionais para deputado federal (Rede, PDT, PSD, PV, PT E PCdoB) e (PRTB e PTB) e quatro para deputado estadual (Rede, PDT, PSD e PV), (PT e PCdoB), (PRTB) e (PTB).

Precisamos destacar que esse levantamento ainda é parcial, pois as alianças ainda serão oficializadas pelos registros das candidaturas, que serão solicitados até o dia 15 e deverão ser julgados até o dia 17 de setembro.

No Tocantins, dois candidatos ao comando do Palácio Araguaia e ao Senado vão para as disputas sozinhos, os chamados chapa pura, são eles: Bernadete Aparecida (PSOL) e César Simoni. Porém, uma situação que chamou a atenção da reportagem é que alguns partidos apoiam um nome na disputa para o governo, mas na disputa para o Legislativo se aliam com partidos que têm outras alianças, que é o caso do PSL. O PSL coligou com o PMN, PRP e PMB nas eleições proporcionais para deputado federal e estadual.

Inusitado

O procurador regional eleitoral no Tocantins, Álvaro Manzano, explica que essas coligações cruzadas, apesar de soarem estranhas, foram liberadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e são permitidas.

Ao avaliarmos as coligações pela quantidade de partidos, o governador Mauro Carlesse (PHS), que busca a reeleição, está na frente com o apoio de 11 siglas. Seguido de Márlon Reis com uma aliança formada por oito partidos; depois vem Carlos Amastha (PSB), com seis partidos.

Contudo, em número de filiados Amastha lidera. Os seis partidos da sua coligação contam com 77.742 filiados, pois apenas o MDB soma 32.851 pessoas filiadas. Em segundo aparece Carlesse, com 63.610 filiados na coligação e depois Márlon com 49,7 mil filados. Já o PSL de Simoni tem 3.538 filiados. E o PSOL, da Bernadete, 632 filiados. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Gastos

O procurador Manzano alerta que, apesar das convenções darem a condição de candidato, os gastos ainda estão vedados, pois ainda é preciso apresentar o pedido de registro para a liberação do CNPJ e a criação da conta bancária e constituição do comitê eleitoral. “Os candidatos devem ficar atentos para não perderem o prazo final do dia 15 e já organizarem a documentação necessária para o registro da candidatura”, detalha.

Os candidatos devem se organizar para cumprir os tetos de gastos de campanha eleitoral definidos pela Justiça Eleitoral. Os maiores limites estão previstos para o cargo de presidente da República, sendo de R$ 70 milhões para o primeiro turno, com acréscimo de R$ 35 milhões se tiver segundo turno. Para governador no Tocantins o valor é R$ 4,9 milhões no primeiro turno, caso tenha segundo turno, mais R$ 2,45 milhões. Para os candidatos ao Senado e a deputado federal o teto é o mesmo, R$ 2,5 milhões. Já para deputado estadual: R$ 1 milhão. ( As informações são do Jornal do Tocantins).