O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse ao Poder360 que vê “com bons olhos” a eventual indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, ou do procurador-geral da República, Augusto Aras, para a sua vaga na Corte. O ministro se aposenta em 12 de julho.

“Os dois estão credenciados, como temos muitos credenciados para o Supremo. O André foi inclusive ministro da Justiça e ocupa, por concurso, um cargo. Hoje ele é o advogado-geral da União, grande coordenador da equipe de advogados que defende o poder central e a União. O Aras também é concursado e chefia um órgão importantíssimo em termos de coordenação, que é o Ministério Público. Vejo os dois com bons olhos”, afirmou.

Para o ministro, a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre querer um nome “terrivelmente evangélico” no STF não é problemática. Segundo ele, um evangélico, como é André Mendonça, iria diversificar o Tribunal.

“Eu sou católico, de batismo. Temos colegas que professam o judaísmo. Isso é natural. Colegiado é um somatório de forças distintas. Se o presidente da República, nessa livre escolha, entender que cabe escolher um evangélico, teremos aí mais um segmento presente no Supremo. E isso é salutar. A diversificação é sempre salutar.”

MENDONÇA

O favorito para suceder Marco Aurélio é André Mendonça. Em culto realizado na 6ª feira, Bolsonaro reafirmou a intenção de indicar um evangélico ao posto de ministro do Supremo.

“Fiz um compromisso há 4 anos com os evangélicos do Brasil. Nós indicaremos um evangélico para que o Senado aceite o seu nome e o encaminhe para o Supremo Tribunal Federal um irmão nosso em Cristo”, disse o presidente, ao lado de Mendonça.

Segundo o jornal Valor Econômico, o nome do advogado-geral da União já é certo. Bolsonaro teria inclusive informado Augusto Aras sobre a pretensão de indicar Mendonça. O PGR, no entanto, é o mais cotado caso o Senado resista ao nome do favorito.

MARCO AURÉLIO

O desenrolar sobre quem será o novo ministro foi adiado em uma semana. Inicialmente, Marco Aurélio marcou a sua aposentadoria para o dia 5 de julho. Na última 6ª, no entanto, anunciou que vai ficar no Supremo até o dia 12 de julho, data em que completa 75 anos e tem que deixar o posto na Corte compulsoriamente.

O ministro assumiu sua cadeira na Corte em 1990. No último dia 13 de junho, completou 31 anos no STF.