O MBL (Movimento Brasil Livre) projetou frases contra o presidente Jair Bolsonaro no prédio do Ministério da Saúde. É possível ler “fora Bolsonaro”, “fora ladão de vacinas” e “12/09”. A data refere-se ao dia escolhido para as manifestações do grupo contra o mandatário.

A convocação para atos contra o governo foi feita neste mesmo dia. Não foram divulgadas as cidades onde os atos serão realizados. A divulgação foi em pronunciamento no Salão Verde da Câmara. Além do MBL, estavam presentes representantes do partido Novo e dos movimentos Vem pra Rua e Livres.

 “Manifestação pelo impeachment do presidente”, disse o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), nome mais conhecido do MBL. “A gente considera que são inaceitáveis as inúmeras traições e sabotagens que o presidente da República tem feito desde sua eleição”, declarou.

Ele citou supostos casos de corrupção e o número de mortos da pandemia, entre outros pontos, como motivo para as manifestações. Ele afirma que no dia do ato a vacinação estará avançada, reduzindo as chances de os participantes contraírem o coronavírus.

O grupo usou seu perfil no Twitter para divulgar a ação.

Em 2021 já foram feitas 3 grandes manifestações contra o presidente, lideradas por partidos de esquerda, movimentos sociais e sindicais. As principais pautas de reivindicação, além do impeachment do presidente, envolvem aceleração da vacinação contra a covid-19, a proteção dos povos indígenas, o combate ao racismo e à fome, a defesa do auxílio emergencial e a valorização da saúde e educação no país.

Os atos contra o presidente puxados pelo MBL são de direita. O grupo, que surgiu em 2013, ganhou notoriedade convocando protestos de rua contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

O MBL já esteve próximo do Bolsonaro, apoiando principais pautas do presidente. O grupo, depois, se distanciou do governo.