A doutora Gabriela Barboza Pereira alertou a população em uma entrevista exclusiva ao portal T1 Notícias   a respeito da atenção imediata em qualquer sintoma da covid-19. Graduada pela Universidade Federal do Tocantins, a médica atende atualmente na Atenção Primária à Saúde (SUS), em Palmas.

Enquanto a profilaxia e o tratamento específico para a covid-19 estão em processo de desenvolvimento científico e médico, o mais importante é alertar a população para que, logo na percepção de algum sintoma, não necessariamente todos, busque orientação para o início instantâneo do tratamento. A procura logo no início da infecção poderá evitar demais complicações, como as causadas por comorbidades.

Conforme Gabriela, as suspeitas da doença variam e podem ser manifestadas de acordo com cada organismo, portanto, ainda na ausência de algum sintoma, os casos demandam a busca imediata pelos postos de saúde para que sejam avaliados, notificados e orientados corretamente. Em casa, todos devem observar os sinais de gravidade.

Sinais da doença

Segundo a doutora, a profilaxia da doença, ou seja, a prevenção está no descobrimento e eficácia da vacina. A busca pelo combate à pandemia para o tratamento dos infectados se encontra no confronto à propagação do vírus. Contudo, em casos de presença de sinais, é primordial a procura pelo atendimento precoce, pois o paciente poderá necessitar de internação.

São sinais: falta de ar/dispneia, desconforto respiratório, queda na pressão (hipotensão), doença de base descompensada com piora clínica.

Medidas de Proteção

De acordo com a Dra. Gabriela, como medida de proteção e suporte para tratar as consequências causadas pelo coronavírus, atendimentos especiais são dados a pacientes com comorbidades, como oxigenioterapia para os com dificuldade e insuficiência respiratória e anticoagulantes para aqueles com trombose.

Para ela, é fundamental o cuidado com pacientes que tenham outras doenças que podem ser afetadas pelo vírus. “Orienta-se que todos os casos suspeitos com comorbidades, como obesidade, doenças autoimunes, doenças crônicas como dialíticos, idosos, quem tem HIV/AIDS e gestantes de alto risco, tenham acompanhamento médico mais de perto. As UBSs acompanham via telefone a cada 24 horas e a cada 48 horas, contactam os demais casos suspeitos pelo protocolo do Ministério da Saúde”, explicou.

Remédios

Gabriela elucida que, o uso de alguns medicamentos não é recomendado, nem como prevenção nem como tratamento para pacientes. “No último Consenso das Sociedades Brasileiras de Pneumologia, Infectologia e Medicina Intensiva, medicamentos como cloroquina/ hidroxicloroquina, corticóides, heparinas, antibióticos não são recomendados, salvo em alguns casos específicos”, alertou.

O consenso entre os especialistas, segundo ela, é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde mais próxima ou, em outros casos, o atendimento particular. Vale ressaltar que, fatores como seguir o isolamento social, usar sempre máscara, higienizar as mãos com frequência e ter hábitos de vida saudáveis podem ser essenciais para evitar a propagação do vírus.